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Será que homens não gostam de ginástica?

Quando observamos muito mais mulheres nas aulas, logo perguntamos: será que homens não gostam de ginástica?

Se uma academia tiver sua base de clientes dividida em metade homens e metade mulheres, alguém poderia pensar que a participação dos rapazes nas aulas coletivas também seria de 50%.

De acordo com um recente relatório da IHRSA, apenas 38% dos participantes de aulas grupais são homens e mesmo assim, deveremos considerar que em alguns lugares este número poderá ficar bem abaixo disso. Algumas aulas poderão apresentar resultados mais otimistas ao redor dos 50% (oh…coisa rara!), enquanto outras opções como ritmos, têm relações de 3-4 x 1 (3 ou 4 mulheres para 1 homem). Então, por que a discrepância? Qual o impacto destes números para o nosso cenário?

Uma grande parte do problema pode ser justificada pelo péssimo conceito que os homens têm sobre as aulas em grupo e esta responsabilidade é toda nossa!

Eu acho que criamos uma ideia equivocada sobre o que é ginástica. Em seus primórdios com Ling, as aulas coletivas surgiram como meio de conservação da saúde e garantia de um desenvolvimento harmônico do corpo, enquanto nos dias atuais, estão primordialmente associadas ao lazer. Nada de errado em se divertir enquanto se treina, desde que não se perca o foco. Os homens ouvem a expressão ginástica e logo pensam em um monte de exercícios para glúteos, pernas e dança, muita dança! Realmente as coisas mudaram e não sei se para melhor!

Este é um tópico sobre o qual falo muito em meus cursos. Cada dia que passa, sinto que os gestores de aulas estão equivocados e é por isso que muitos se afastam da ginástica. Existem ótimas opções no mercado, muito além do universo singular dos ritmos e de outras aulas “claramente femininas”. Precisamos deixar os homens saberem que existem aulas que poderão substituir ou complementar a(s) atividades(s) escolhidas por eles (sempre musculação!). Lembro-me com frequência das aulas que aconteciam em uma rede de academias que trabalhei no final dos anos 80. Cada sessão era lotada de homens que adoravam a ginástica aeróbica, caracterizada – naquela altura, por movimentos atléticos como corridas com variações direcionais, polichinelos, chutes, enfim…treinamento de verdade. Nós não dançávamos e os homens adoravam!

Outro aspecto determinante relaciona-se ao fato de termos hoje em dia poucos homens no comando das aulas, diante de uma predominância de mulheres/professoras. Sem preconceitos ou juízo de valores, mas há, sem dúvidas, uma certa necessidade de termos mais professores. Definitivamente, existe um certo “corporativismo sexual”que faz que as mulheres tendam a gostar de trabalhar juntas, bem como os rapazes que se inspiram com a presença de um líder do mesmo sexo. Os homens gostam de se sentir desafiados em aulas que demandem força e resistência e que estejam mais orientadas para o esporte do que para a dança.

Embora não seja imperativo que as academias tenham uma mistura uniforme de homens e mulheres nas aulas, vale lembrar:

  • A sala de ginástica pode atender mais gente por metro quadrado do que qualquer outra área de uma academia
  • Pesquisas realizadas no mundo destacam que as aulas em grupo representam uma das principais ferramentas de retenção já conhecidas e indicam que as academias devem se esforçar para manter seus alunos de ginástica felizes o quanto possível
  • Se, por influência de modelos comerciais de sucesso, muitos tendem a acabar com a ginástica, vale buscar um diferencial e sair do valo comum

Se os homens de sua academia nunca acreditaram que as aulas em grupo poderiam ser atrativas para eles, chegou a hora de rever suas decisões e entender definitivamente que a chave de um departamento de ginástica rentável e de sucesso, baseia-se efetivamente na criação de um grande mix de produtos, associado à uma equipe competente e preparada.

Diversifique suas aulas através de programas inovadores para homens e mulheres: http://radicalfitnessbrasil.com.br/programas/

 

Cida Conti
Cida Conti
Educadora Física – CREF: 078160-G/SP
International Presenter
Diretora Executiva Radical Fitness Brasil

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